Por que aborto não é assassinato?

04 dezembro 2016


Estou cansada de falar sobre o aborto. Cansada de explicar o que ninguém quer aprender, a grande maioria não se importa de verdade com isso, só quer pagar de santo mesmo. Porque quem se importa, aceita a correção e o aprendizado.
Mas vou entrar no assunto mesmo assim, vou tentar fazer dessa a minha última tentativa de explicar sobre o assunto.
Primeiramente, vou copiar e colar o trecho de um material sobre embriologia. Especialmente para quem diz que aborto é assassinato, vejamos aqui:

Fase embrionária

Durante o segundo mês de gestação, ou seja, da terceira à oitava semana do desenvolvimento, o embrião atinge cerca de 25mm. As partes da cabeça e do tronco podem facilmente ser reconhecidas. Dobrado sobre si mesmo, o embrião mantém a parte superior da cabeça voltada para baixo, em direção à cauda.

Aparecem os rudimentos dos membros (quarta a quinta semana).
Os órgãos genitais podem ser considerados como indiferenciados, pois não têm forma definida, de modo que, pelo simples exame deles, não se consegue indicar o sexo do embrião. Na região da face, o desenvolvimento caracteriza-se pela formação do nariz (a partir dos placóides nasais, que se situam na parte frontal, pouco acima da "boca") e pela diferenciação do olho, a partir dos placóides ópticos.
Fase fetal
A partir do terceiro mês, o embrião, que agora se chama feto, inicia alguns movimentos respiratórios, apesar de estar imerso no líquido amniótico. Seus movimentos ainda não são percebidos pela mãe. Os olhos deslocam-se para a posição definitiva e inicia-se a diferenciação na genitália externa.
No quarto mês, o feto tem o peso aumentado em aproximadamente seis vezes (passa de vinte para 120 gramas).
Se o "ser" só se torna um feto a partir do terceiro mês, se só a partir desse mês ele começa a respirar e desenvolver os membros, então COMO pode ser assassinato antes disso?
A partir disso consegui entender por que a lei permite o aborto até o terceiro mês de gestação: porque não tem como matar o que ainda não tá vivo.
Quem quiser ler mais sobre embriologia em geral, basta clicar aqui para ler a matéria completa (mas termina o post antes, viu?).
Me permitam mostrar mais uma imagem explicativa:



26ª semana = QUINTO mês de gestação (calculei isso com a noção de que cada mês possui em média 5 semanas, mas como não sou de exatas, considerem do quarto ao sexto mês pra não ter erro e lembrem-se de que a lei permitiria o aborto até o terceiro mês).
No facebook eu compartilhei uma matéria sobre embriologia dizendo que o sistema nervoso demorava bem menos que isso pra se desenvolver (5 semanas, ou seja, um mês). Mas acho que o The Guardian é um pouco mais confiável do que um blog pessoal, né?

Agora vamos aos motivos de aborto:


1. Algumas mulheres, mesmo não tendo condição de criar, se sentem seguras e confiantes para dar vida ao filho. Porém, outras não se sentem bem em obrigar alguém a nascer pra passar fome, ficar doente sem receber assistência médica, viver em um local perigoso com assaltos diários, etc. Pode ser que elas sejam sozinhas, sem família, sem ninguém pra ajudar, não possuem conhecimentos pra adoção nem sabem onde fica um orfanato, etc.

2. Orfanatos não são lugares mágicos e lindos. As crianças passam fome, carência e vivem de doações. Esqueça as Chiquititas e a Madeline.

3. Quando uma mulher engravida depois dos 35 anos, é quase certo que a criança vai passar a vida sofrendo com Síndrome de Down, entre outras doenças crônicas. Abortar não é um preconceito contra essas crianças, e sim uma proteção contra o sofrimento delas, porque querendo ou não, mesmo recebendo amor e carinho dos pais, elas vão sofrer de um jeito ou de outro. Não é justo.

4. Algumas mulheres possuem doenças hereditárias e sofrem com elas. O transtorno bipolar, por exemplo, é uma delas. A mulher teme que a criança sofra com uma mãe que possui surtos de raiva ocasionais, e teme que a criança adquira a doença também e sofra com isso. Viver com a culpa de fazer da vida de alguém um inferno é muito pior do que saber que impediu alguém de nascer (um alguém que nem sentia dor, que nem respirava, que nem estava vivo ainda pra sentir tudo o que sentiria depois que nascesse).

5. Ainda falando sobre doenças hereditárias, vocês lembram do Zika Vírus? A criança estaria nascendo pra sofrer até morrer aos dois anos de idade (ou em alguns meses apenas).

6. Nenhum método contraceptivo é 100% eficaz. Já li uma notícia contando sobre uma mulher que engravidou mesmo usando o DIU e conheço uma pessoa que engravidou mesmo usando injeção, só que não houve sinais de gravidez. Nada de enjoo, desejos, a barriga não ficou tão evidente. Ninguém percebeu que ela engravidou e todos ficaram chocados quando ela entrou em trabalho de parto (isso sem ter comprado nada, já que nem ela mesma percebeu que estava grávida).

7. Era pra ter anti concepcional masculino, mas ele foi refutado por ter os mesmos efeitos colaterais do que o feminino. A responsabilidade de evitar a concepção é jogada nas costas da mulher, e o homem se recusa a tomar precauções. O homem abandona a mulher durante a gravidez e ainda fala que ela deveria ter fechado as pernas. Mas e ele? Por que não guardou o pinto?

8. Nem sempre a escolha de abortar é feita pela mulher. Em alguns casos o marido, namorado ou até mesmo a família obriga a mulher a procurar uma clínica clandestina. Ou a garota. Imagina engravidar aos quinze, mesmo usando um método contraceptivo, e ser obrigada a abortar? Imagina o medo da dor e do julgamento? Obviamente, a garota vai morrer calada. Vai ficar constrangida pelo que aconteceu, se sentir culpada, burra, idiota e acatar a ordem.
Se o aborto fosse legalizado, haveria uma certa avaliação médica antes pra saber se o corpo dela aguenta esse procedimento. Pra saber se o psicológico dela aguenta esse tipo de coisa. Perguntas seriam feitas pra saber os motivos que ela tem para estar ali, e se for por pressão da família, as chances de isso ser descoberto seriam maiores. E uma morte seria evitada.

Reparem nesse gráfico sobre violência obstétrica:


Se durante o parto, coisa que a maioria é a favor, algumas mulheres são obrigadas a ouvir esse tipo de coisa, imagina durante um aborto que ainda não é seguro? Imagina como elas seriam tratadas em uma clínica de aborto clandestina?
Vi uma imagem melhor no Face, mas como não compartilhei, não consegui achar de novo, mas fiquei apavorada ao ver que, durante o parto, alguns médicos se recusaram a dar anestesia.

Minha mãe disse que durante o parto dela, ela ouviu a frase com o número 14 ao lado sendo dita para outra mulher.
Que lindo isso, né? Não nos permitem abortar e ainda nos tratam feito um lixo em um dos momentos mais dolorosos e importantes das nossas vidas.
Sim, o gráfico mostra que uma minoria passa por isso, mas 23% pra mim é um número grande. Um número grande para o século 21.
Ninguém deveria passar por isso.

Entendam que se na obstetrícia isso ocorre, em um aborto não legalizado é ainda pior. E quem é contra a legalização, está obrigando milhões de mulheres a passar por esse tipo de coisa e morrer.


5 comentários:

  1. Parte 1: nnOi Amanda, que bom ver que você está escrevendo com mais frequência, fico feliz. Seus textos, desde que eu os leio, sempre tem sido de enorme utilidade. Quando escreve, embora você talvez não pense nisso, está colaborando para um mundo melhor. Com a internet, Amanda, todas as pessoas têm uma poderosa ferramenta onde podem externar suas opiniões, participando das discussões que estão presentes no mundo atual. Provavelmente meu comentário será maior do que o post, então talvez o Blogger não me permita postar tudo de uma só vez. Em todo caso, se eu não puder escrever tudo num comentário só, escreverei em dois ou três. certo? Vamos lá então: Concordo contigo na maioria de suas ponderações, mas gostaria de fazer algumas ressalvas. Sempre concordei contigo, mas, dessa vez, me permita discordar um pouquinho. E por favor não zangue-se, ok? Em primeiro lugar, temos que entender que o aborto é questão de saúde pública, e, assim como as religiões fazem cara feia quando alguém fala em pesquisas com células tronco (que poderiam beneficiar muitas pessoas que sofrem com doenças por demais dolorosas), também fazem uma verdadeira caça às bruxas quando a sociedade pretende discutir o abortamento. Em vários países, onde o aborto é legalizado, a sociedade não entrou em colapso. O Uruguai, por exemplo, creio, foi o único país latino-americano à legalizá-lo, e, ao fazê-lo, certamente a sociedade não se tornou mais pervertida. Você escreveu muito bem o item oito, e sintetizou exatamente o que eu penso sobre isso. Religiões, Amanda, novamente atrapalhando o desenvolvimento humano. Não sou contra nenhuma fé, sabe? Mas, enquanto em nada creio, ora, não admito que uma religião queira por-se como paladina da moral, defensora da verdade absoluta ou legisladora de assuntos que influem na sociedade inteira. Religiões que proíbem o aborto para seus fiéis, nada tenho com isso. Porém quando tais religiões pretendem que a sociedade toda engula seus padrões, não abrindo espaço para uma discussão racional, sinto-me vítima de uma injustiça terrível. Eu não acredito em deus nenhum, então por que raios preciso seguir o que esse ser supostamente disse? Não sei se você é religiosa, Amanda, mas, se o for, certamente não é fanática. Eu entendo que a religião é uma faca de dois gumes, trazendo coisas boas e más. Traz consolo à pobres e velhinhos, traz esperança, enfim, traz uma fraternidade para seus membros. Mas, uma vez que tenta influir nos rumos do Estado, aí as coisas começam à não ficar tão legais. Entendo que muitos religiosos fizeram boas coisas na política, mas esse nem sempre é o caso, né? Você talvez estranhe eu ter abordado a religião no comentário, visto que o post não falou nada sobre isso, mas, como vejo que é ela a principal opositora do aborto, achei válido trazer essa discussão para o seu post. E ficaria feliz em saber o que você pensa disso, viu. E agora eu vou continuar na parte dois, já que o Blogger não permite comentários muito longos. Sobre o aborto durante os três primeiros meses, a preocupação maior deveria ser sobre a dor. Se o feto sente dor, talvez o aborto não seja algo tão simples assim. Não sei se você já viu "o grito silencioso", lá no Youtube, mas se não viu sugiro que acompanhe. É um vídeo forte, mas nos explica bem como um aborto funciona. Um documentário clínico e médico. Não é coisa de moralista hipócrita não... E continuo na parte dois, vamos lá...

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  2. Parte 2:
    E agora, Amanda, vem a parte que eu vou discordar mais radicalmente de você, e talvez você se zangue. Você diz, no item três, o seguinte: ""Quando uma mulher engravida depois dos 35 anos, é quase certo que a criança vai passar a vida sofrendo com Síndrome de Down, entre outras doenças crônicas.
    não é um preconceito contra essas crianças, e sim uma proteção contra o sofrimento delas, porque querendo ou não, mesmo recebendo amor e carinho dos pais, elas vão sofrer de um jeito ou de outro. Não é justo." Esse raciocínio à princípio parece correto e até bastante humanista. "Livremos as crianças de uma vida de sofrimentos! Sim, livremo-las de suas infermidades!" Opa... Pera lá... Mas será assim tão fácil, mesmo? Não, a questão é bem, bem mesmo, mais complexa. Eu sofro com uma doença crônica, sabe? Ela não me impede de viver a vida plenamente, de forma alguma, e nem compromete minha capacidade mental. Mas me causou muita dor durante a vida inteira, e ainda hoje sinto seus efeitos terríveis. No meu caso, mesmo minha mãe engravidando jovem e a gravidez tendo transcorrido na mais perfeita ordem, não apresentando risco algum, nasci com a doença. Entendo que tive muito azar, ainda mais se pensar que tal doença é bem rara nas pessoas em geral, mas... Mesmo convivendo com ela, me sinto feliz, tendo grande satisfação com a vida, e participando plenamente da sociedade. Não acho que minha doença me torne menos útil ao mundo, e, na verdade, nem as pessoas com doenças mentais, como Síndrome de Down, creem que sua vida é tão ruim assim. No caso do Zica Vírus eu concordo contigo, e muito, pois nesse caso a vida da pessoa será muito breve, diferente do que ocorre com a Síndrome de Down, Síndrome do miado do Gato ou outras deficiências. Se você pesquisar profundamente, verá que pessoas com deficiências auditivas, mentais, visuais, motoras, sensoriais ou intelectuais vivem plenamente, sem que suas limitações às invalidem como pessoa. Ao colocar o risco da Síndrome de Down como razão válida para abortar, você abre outros precedentes, bem perigosos. Não, Amanda, dessa vez você falou bobagem... Concordo com boa parte do texto, mas o item três soou como um ideal nazista. Eu sei que você não pretendia isso, mas, ao colocar o risco de uma doença como razão válida para impedir o desenvolvimento de uma criança, mesmo mencionando que não se trata de preconceito, você acabou revivendo pensamentos que estavam presentes apenas em tribos primitivas, onde pessoas com deficiência ou doenças eram mortas ao nascer. Se você pesquisar, vai ver que as deficiências, sejam quais forem, não são impedimentos tão sérios para uma vida feliz. Há crianças com Down, com surdez, com cegueira, com surdocegueira, com Asperger, assim como há adultos e até velhinhos que apresentam essas condições. Essas pessoas vivem como quaisquer outras, dentro de suas limitações. Se tomarmos por base que uma doença genética é um motivo razoável para abortar, logo alguém vai dizer que a cor da pele ou o sexo do embrião também são motivos razoáveis para o fazer. Já imaginou optar por um aborto unicamente por que o féto desenvolver-se-á como uma mulher? É mesmo repulsivo! Da mesma forma, quando dizemos que pode ser lícito abortar em razão de uma doença genética, estamos concordando com ideais nada nobres... Você é uma escritora esplêndida, uma pessoa extremamente culta, intelectual e com pensamentos avançados. Mas... Oh... Nesse item você talvez não tenha pensado direito. E continuo no próximo comentário, ainda contando que você não há de zangar-se com minha petulância em corrigi-la.

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  3. Parte 3: Já estou te aborrecendo, né? Talvez eu já esteja enxendo seus pacovás com um suuuper comentário, mas prometo que é o último nesse post, rs. Acho que agora eu termino, viu. Sobre o item sete, os anti concepcionais masculinos não foram vetados unicamente por apresentarem efeitos colaterais semelhantes aos efeitos encontrados nos medicamentos para mulheres, e sim por terem uma baixa taxa de reversão, tornando os homens estéreis para a vida toda, ou, em outros casos, não apresentando efeito algum. Eu tenho os dois pés atrás com a pílula feminina, porque muitas vezes ela apresenta efeitos danosos ao organismo da mulher. Mas, sobre a pílula masculina, eles ainda estão pesquisando, e prometem criar algo que funcione mesmo. Desculpe o comentário imeeenso, mas esse é um assunto complexo, e são necessárias muitas palavras para transmitir uma ideia. E, se me permite, deixa eu te dar uma dica. Agora não tem a ver com o o assunto "aborto", mas com outros posts: Em algusn artigos você apresenta memes ou outras figuras gráficas como componentes indispensáveis para o entendimento do texto, mas, nesse caso, eu não consigo entender exatamente do que se trata. No artigo sobre os professores, por exemplo, você mostrou um meme, e eu fiquei tipo? "o que será que é isso?" Eu até queria comentar lá, mas, acabei lendo meio rapidinho, e aí nem deu. Quando usar uma figura gráfica, se for possível, descreva o que ela está mostrando; isso é só um toque, para que seus textos se tornem ainda melhores, certo? Eu estou sempre lendo seu blog, mas, quando aparecem imagens, fico meio sem entender. Porém, se você descrever as figuras no corpo do texto, esse problema acaba; sem mencionar que o texto fica ainda mais explicativo. "Mas por que diabos devo fazer isso?" você talvez pense. Eu não enxergo, Amanda, e, nesse caso, não tenho acesso à figuras à menos que elas estejam descritas. Os cegos usam a internet normalmente, como qualquer pessoa, mas as figuras infelizmente ainda não são acessíveis à nós. Talvez você já saiba o que é leitor de telas, mas caso não saiba e esteja curiosa para saber como é que cegos usam celular e computador, é um mecanismo bem simples. Um aplicativo instalado no celular ou no computador fala (com voz artificial) tudo quanto é escrito na tela. Assim, graças à essa ideia bem básica, os cegos tem pleno acesso à internet. No caso da digitação num computador, repare que as teclas F e J do teclado apresentam pequenas marquinhas, que servem para digitar sem olhar. E no caso do celular, como ele fala tudo, também fala as letras do teclado virtual conforme passamos o dedo. O uso de leitor de telas é bem confortável e rápido, eu consigo usar a tecnologia da mesma forma que usaria se estivesse enxergando bem. E depois desse enooooorme comentário, termino por aqui. Parabéns de novo, Amanda, e saiba que seu blog é excelente, um espaço onde as ideias podem ser discutidas livremente, e onde as opiniões fazem a diferença. Você pensa muito, e seus textos, mesmo os mais simples, mostram que você tem jeito para a escrita. Queria escrever tão bem assim, caramba!

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    1. Obrigada pelo seu comentário e por todas as observações (e informações também, kkk sobre a questão do anticoncepcional eu não sabia mesmo). Ao contrário do que pensa, não me incomodo com discordâncias, a não ser que elas sejam feitas com ofensas e violência (o que não foi o seu caso).
      Me desculpe por ter usado a "Síndrome de Down" como exemplo para doenças que causam sofrimento durante toda a vida, não tive a intenção de fazer soar como um "ideal nazista". Apenas não lembrava de muitas doenças, e como há muitas que desconheço, acabei usando um exemplo errado, mas acabei mudando de ideia por causa de seu comentário pelo seguinte motivo:
      Ser mulher, negro, LGBT, etc, causam sofrimentos diversos, mas isso não precisa ser um motivo para que deixemos de nascer. A sociedade é que precisa aprender a tratar o ser humano como ser humano, sem falar que a ciência está sempre avançando quando se trata de tratamentos para quaisquer enfermidades.
      Ah: e vou lembrar de colocar legenda abaixo das imagens daqui pra frente, pode deixar =)

      Se possível, eu adoraria saber o seu nome, mas você sempre comenta em anônimo e nunca sei se é a mesma pessoa. Ficaria feliz em conhecê-lo.

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  4. Oi Amanda, gostei muito de uma frase que você usou em sua resposta: "A sociedade é que precisa aprender a tratar o ser humano como ser humano."
    Ao dizer isso, e mudar de ideia, você mostrou de novo o quanto é
    inteligente e de mente aberta. Senti orgulho de você, e gostei de saber
    que meu comentário foi útil, te fazendo pensar algo que você ainda não tinha pensado.

    "Ser mulher, negro, LGBT, etc, causam sofrimentos diversos, mas isso não precisa ser um motivo para que deixemos de nascer."
    Gostei também dessa frase, bastante oportuna. Vejo que a sociedade,
    hoje, vem se tornando mais tolerante com a diversidade. O respeito aos
    gays, mulheres, negros, pessoas com deficiência e outras minorias, vem
    crescendo bastante, sabe, e eu fico feliz em saber que as futuras
    gerações vão viver num mundo mais aberto, passífico e culto. E, de certa
    forma, nós colaboramos nisso :).

    Pense no mundo no qual viveram nossos pais, e note como ele era
    diferente, mais fechado. Mas veio a internet, a troca de informações, o
    grande debate de ideias que caracteriza nosso tempo, e note como as
    coisas vem mudando!

    Se a internet já fez tanto por nossa geração, Amanda, abrindo nossos
    horizontes, imagine quanto mais fará pelas futuras gerações que vem aí.
    E agora sim, boa noite e fico por aqui :).

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E então, o que achou do post? Gostou? Odiou? Achou uma bosta e tá a fim de me mandar pra puta que pariu, e dizer que eu sou uma escrota? Fala aí!